sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Experiencia de Fé - Paulo S. - C.A.Iwata - Culto aos Antepassados.

Bom Dia a todos.

Meu nome é Paulo Santos e dedico no Eikoh Fukuroi Center.

Ainda em decorrência do estouro da economia americana, as vendas japonesas para o exterior caíram muito, era outubro de 2008, estava desempregado, através de Deus e do Messias Meishu-Sama, entrei na empresa Y., e o curioso, exatamente na época em que dezenas de funcionários desta empresa foram ou estavam sendo despedidos.

Os conhecidos que encontrei, logo no primeiro dia, me perguntavam: Como você conseguiu entrar?...estão despedindo todo mundo. Mais adiante encontrava outro conhecido: Ué? Como você entrou aqui? Acho que foram umas seis pessoas que fizeram a mesma pergunta no mesmo dia: Como você entrou aqui?

Eu pensava: Puxa vida!!! Recebi um grande milagre ao conseguir entrar aqui. Meishu Sama está sempre atento.

Fui trabalhar numa sessão que era fora da área produtiva. Havia seis janelas duplas,a três metros de altura, cheias de teias de aranha, o chão era sujo e cheio de óleo, as escadas que davam acesso ao andar de baixo estavam impregnadas de sujeira e óleo, as paredes com grades cheias de pó, as portas de aço de três metros de alturas estavam também com poeira de muitos anos, as portas automáticas de plásticos estavam escuras de tão sujas.

Levei meses limpando o local com o sentimento de mitamamigaki . A fim de que o Ga, não se apoderasse, todas essas limpezas foram feitas como uma dedicação oculta. Ou seja, foram iniciadas e terminadas sem a presença de outras pessoas e nem foi comunicado a chefia.

Iniciei também a limpeza diária das pias de alumínio, não bem uma pia, mas uma espécie de lavatório de uns três metros de comprimento com umas cinco torneiras, tremendamente sujo, usado para escovar os dentes, lavar as mãos, fazer gargarejos, etc., que ficavam logo na entrada e no fundo do galpão, onde trabalhavam na sua maioria estrangeiros, agora reduzidos pelos constantes cortes a cerca de 100 pessoas.

Dia após dia, mês após mês, limpava aquelas pias, com o sentimento de que todos tivessem a permissão de serem felizes. Eram para mim uma espécie de treinamento de altruísmo , pois a medida que praticava percebia que meus pensamentos estavam lá longe, pensando no preço da paçoquinha, no serviço que ia fazer, então procurava me concentrar na tarefa de esfregar a pia e desejar que todas as pessoas que utilizassem este lugar tivessem a permissão de serem felizes. Dia após dia, treinando, corrigindo, sem falhar um dia.

Há um ano, em outubro do ano passado, nos avisaram que o setor iria ser fechado, que ali seria instalado uma sessão da filial Makinohara. A maioria dos estrangeiros que foram poupados das últimas degolas, trabalhavam há muitos anos naquela empresa, 5, 7, 10, 15, 18 anos, eram os chamados veteranos, não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo. Entraram ali com 30 anos de idade e agora com 48, 50 anos estavam prestes a perder o lugar que era a continuação de suas casas há mais de 18 anos, era demais, não conseguiam disfarçar por muito tempo e logo ficavam triste olhando um horizonte que não existia.

Neste ínterim aconteceram uns fatos interessantes.

Era responsável de pegar as peças, de 400 kilos cada, deixadas pelo caminhoneiro na entrada do galpão e colocá-las nas máquinas, de acordo com o número fixado na peça. Como o espaço na entrada do galpão era pequeno, tinha de voltar rapidão para pegar a próxima peça que o motorista já tinha trazido. Ao pegar a primeira das 15 remessas e partir imediatamente em direção a máquina numerada na peça, me deparei com um colega japonês descarregando um daisha grandão, que ocupava mais da metade do corredor e que impedia que eu passasse com a empilhadeira. E agora? Teoricamente a prioridade é minha. Sexta-feira á tarde, dia de descarregar as peças para os operadores trabalharem no final de semana. Pensei:- esse é o cara que o meu cotae brigou, de gritar um com outro, de empurrar um o outro com a barriga e que até hoje não se conversam. E agora? Eu, ali parado, e ele descarregando os papelões dele, fazendo de conta que eu não estava ali. E agora? Ele tá sério.

Aí eu gritei: Sumimasen...Com licença...não dá para passar...ele então puxou o daisha uns 15 cms e fazendo umas quatro manobras consegui passar. Antes de levar as bobinas para máquina, olhei para ele, sorri e disse: Arigatou Gozaimasu. E saí em disparada para a máquina pois já estava vendo o caminhoneiro trazendo outras duas bobinas. Quando voltei vazio, ao passar pelo japonês ,vi que ele tinha puxado o daisha quase um metro para fora do corredor o que possibilitou passar sem manobrar.

Passei devagarzinho e sorrindo disse ¨Arigatou Gozaimasu. Foi uma grande ajuda¨. E acelerei para continuar o trabalho. Ao terminar de descarregar tudo, passei por ele, inclinei 30º em sinal de reverência e agradeci novamente, Arigatou gozaimashita.

Na outra sexta, lá estava ele preparando para descarregar os papelões bem no horário que o caminhoneiro já estava trazendo as 2 primeiras bobinas.
Aí eu disse: - O senhor vai começar o trabalho agora, né?
Então eu vou guardar as bobinas depois para não atrapalhar o senhor, ok?

Então ele disse: Não, você pode guardar as bobinas, vou ao escritório terminar um serviço e depois eu volto. Guardou o daisha e se foi.

Agradeci novamente, Arigatou Gozaimasu.

Caramba!!! Pensei: resolveu-se o que seria uma grande briga com um monte de arigatos. Sugooooi!!!

Houve uma série de capítulos até a degola final.

Como a lei exigia, fomos transferidos de funcionários da empreiteira, para funcionários da empresa num sistema denominado ¨funcionário da empresa por contrato¨ ou ¨keyaku shain¨. Havia uma cláusula que assinalava que eu seria demitido no fim do contrato de 6 meses, ou seja tinha data marcada para acabar, era 20 de outubro.

Uns poucos foram transferidos para outras sessões que por estarem lotadas, adaptação a estas novas sessões não estava sendo fácil, outros ficavam a espera do fim do contrato, gerando um clima pesado, de dúvidas, lamentações, mas apesar de tudo havia o sorriso , a alegria, um cumprimento matinal cordial. Naturalmente um indicava para o outro onde havia vagas, e aos poucos todos foram se encaixando em outras empresas, em outras profissões e até em outras cidades. Acho que a maioria da pessoas não perceberam mas foi incrível, todo mundo se encaixando na vida nova.

Parecia que o desejo de que todos sejam felizes, materializado na limpeza diária das pias, estava se realizando. Até o vencimento do meu contrato a imensa maioria estava reempregada em outras empresas, em outras cidades. Não falhei um dia sequer.

Passei a agradecer a Deus, a Meishu Sama e a empresa em que trabalhava, por esses dois anos de labuta, cujo dinheiro possibilitou cuidar adequadamente da minha família, agradecia a Deus pela empresa.

Estava chegando as últimas duas semanas de trabalho, as perguntas dos que ficaram eram as mesmas: Até quando vai seu contrato? Seu contrato vai ser renovado? Vai ser transferido para qual sessão? Já arrumou emprego? O fulano de tal faltou para procurar emprego? Houve uma mudança no seguro desemprego, você está sabendo? Quando vão entregar os papéis para levar no Hello Work?(no caso a agência do seguro desemprego).

Então me lembrei.
Uma vez muito tempo atrás, o Ministro me disse: Se você está servindo e cuidando das coisas de Deus, não se preocupe, ele vai cuidar das suas, faça o seu melhor e deixe que Meishu Sama cuide de tudo. Estava ajudando no plantão de quarta-feira, ajudava ministrando aulas para novos membros, etc.

Limpei minha mente daquele turbilhão de informações e me esforçava para passar tranqüilidade para todos.

De repente como num passe de mágica as coisas começaram a acontecer, minha esposa voltou, depois de um ano no Brasil, cuidando do pai bastante enfermo, ela voltou. Estávamos somente eu e minha filha no Japão. Ela voltou, puxa vida, que legal, que alegria.

Uns dias antes dela voltar fui convidado para trabalhar no JICE, uma irmã da JICA, do Ministério da Educação e do Bem Estar Social.

Assinei o contrato na mesa do Centro Internacional de Prefeitura de K., emocionado. O contrato ia vencer dia 20 e assinei o novo emprego dia 19 de outubro. Meishu Sama cuidou direitinho de tudo, do jeito que o Ministro disse. Sugooooi!!! Arigatou Meishu Sama.

Fui até o Johrei Center agradecer e comunicar Meishu Sama que tudo estava perfeito, comuniquei imediatamente também o Ministro.

Passados 10 dias, estou contratado para trabalhar á distância, recebi um keitai, um computador e semana que vem chega os cartões de apresentação.

Há tempos, desde que me tornei messiânico tenho buscado meios de aprender a como estar sintonizado com essa fabulosa força que orienta tudo que existe.
Estou muito impressionado, que através das Pequenas Práticas Altruístas possamos acionar um milagre dessa magnitude.

Meishu-Sama existe e ele realmente cuida bem de todos nós.

Estou profundamente grato a Deus e Meishu Sama, pois a família esta reunida e jantamos juntos todos os dias. Fazemos nossas orações juntos. Temos feito a oração matinal, a amatsu norito e o donativo diário juntos.

Muito Arigatou Meishu Sama.

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